SSR (Server-Side Rendering) é uma técnica essencial no desenvolvimento web que melhora a performance SEO e a experiência do usuário. Veja o que é SSR, como funciona, suas diferenças com CSR (Client-Side Rendering) e exemplos práticos de uso em frameworks populares como React, Angular e Vue.js.
No desenvolvimento web moderno, a forma como as páginas são renderizadas pode ter um grande impacto na performance do site e na experiência do usuário. Uma das técnicas mais eficazes para melhorar esses aspectos é o Server-Side Rendering (SSR). Entenda o conceito de SSR, como ele funciona, suas vantagens e como pode ser implementado em diferentes frameworks e tecnologias.

Entenda o que é SSR
SSR, ou Server-Side Rendering, é uma técnica onde as páginas web são renderizadas no servidor em vez do navegador do cliente. Quando um usuário solicita uma página, o servidor gera o HTML completo da página e envia para o navegador. Isso é diferente do Client-Side Rendering (CSR), onde a renderização ocorre no lado do cliente, geralmente usando JavaScript.
Diferenças entre SSR e CSR (Client-Side Rendering)
A principal diferença entre SSR e CSR está no local onde a renderização ocorre. No CSR, o navegador do cliente é responsável por carregar e processar o JavaScript para construir a página. Isso pode levar um tempo inicial de carregamento mais longo, pois o navegador precisa baixar, interpretar e executar o JavaScript antes de exibir qualquer conteúdo.
Já no SSR, o servidor gera o HTML completo e envia para o cliente, permitindo que o navegador exiba o conteúdo imediatamente. Isso resulta em um tempo de carregamento inicial mais rápido e uma melhor experiência para o usuário, especialmente em conexões mais lentas.
Saiba como funciona o SSR
Se objetivo é estar sempre em primeiro lugar nos sites de buscas, e ter a certeza de estar entregando o melhor para seu cliente, usar o SSR é crucial. Saiba como essa ferramenta poderosa funciona para colocar em prática o mais breve possível.
Processo de renderização no servidor
O processo de SSR começa quando um servidor recebe uma solicitação para uma página web. O servidor então executa o código da aplicação para gerar o HTML completo da página solicitada. Este HTML é enviado de volta ao navegador do cliente, que exibe o conteúdo imediatamente. Qualquer JavaScript necessário para a interatividade da página é carregado e executado posteriormente.
Benefícios da renderização no servidor
A renderização no servidor traz vários benefícios, incluindo tempos de carregamento mais rápidos, melhor desempenho em dispositivos de baixo desempenho e uma melhor indexação por motores de busca. Ao enviar HTML pré-renderizado, os motores de busca podem indexar o conteúdo da página mais facilmente, melhorando o SEO.
Conheça as vantagens do SSR
Ao usar SSR corretamente você perceberá inúmeras benefícios para o aumento do desempenho e dos índices SEO e consequentemente com a satisfação dos usuários, veja a seguir as principais:
Melhor performance e SEO
Uma das maiores vantagens do SSR é a melhoria significativa na performance e SEO. Como o HTML é gerado no servidor e enviado para o cliente, o tempo de carregamento inicial da página é reduzido. Além disso, motores de busca como o Google podem indexar o conteúdo da página mais eficientemente, resultando em melhor classificação nos resultados de busca.
Experiência do usuário aprimorada

SSR proporciona uma experiência do usuário mais rápida e responsiva. Os usuários podem ver o conteúdo da página mais rapidamente, mesmo antes que o JavaScript seja carregado e executado. Isso é especialmente útil para usuários com conexões lentas ou dispositivos de menor desempenho.
Compatibilidade com motores de busca
Com SSR, os motores de busca podem rastrear e indexar o conteúdo do site de forma mais eficaz, pois o HTML completo é enviado diretamente ao navegador. Isso melhora a visibilidade do site nos resultados de busca, aumentando o tráfego orgânico.
Entenda quais as desvantagens do SSR
O SSR é ótimo para melhorar o tempo de carregamento e o ranqueamento no Google, mas ele também tem pontos fracos. Quem desenvolve ou mantém sites sabe bem disso. Confira o que pode dar trabalho nesse tipo de renderização.
Interatividade inicial
A primeira desvantagem está na chamada interatividade inicial. Isso é quando o conteúdo aparece bem rápido na tela, mas o site ainda não está pronto para usar.
Os botões, menus e formulários só começam a funcionar depois que o JavaScript é executado no navegador. Então, por alguns segundos, o usuário vê o site, mas não consegue clicar em nada. Parece um detalhe, mas pode causar uma sensação de lentidão.
Em aparelhos mais simples ou com internet fraca, esse tempo de espera fica ainda mais evidente. É aquele momento em que o site parece rápido, mas você tenta clicar e nada acontece.
Carga no servidor
Outra desvantagem importante do SSR é a carga no servidor. Em vez de deixar o navegador fazer o trabalho pesado, é o servidor que precisa montar toda a página antes de enviá-la.
Imagine milhares de pessoas acessando o mesmo site ao mesmo tempo, o servidor tem que gerar uma nova versão da página para cada uma delas. Isso consome muita memória e processamento, o que pode deixar o sistema mais lento.
Por isso, sites com muito tráfego precisam de servidores mais potentes (e mais caros) para aguentar essa demanda. Enquanto isso, em outros tipos de renderização, como o CSR, o navegador do usuário ajuda nesse processo e o servidor fica mais “leve”.
Complexidade de implementação
Outro ponto que costuma assustar é a complexidade. Criar um site com SSR é mais difícil do que parece. O desenvolvedor precisa pensar em como o servidor e o navegador vão conversar, além de garantir que tudo funcione antes e depois da página ser carregada.
Além disso, frameworks como Next.js, que são usados para implementar SSR, exigem um cuidado extra com rotas, APIs e sincronização de dados. Para quem tem um time pequeno, isso pode ser desafiador.
Problemas com estado e reidratação
Outra desvantagem são os problemas com estado e reidratação. Quando o servidor envia o HTML pronto, o navegador precisa reativar o JavaScript para que tudo volte a funcionar normalmente. Durante esse processo, os dados que estavam sendo usados precisam ser mantidos.
Se essa transição não for bem feita, o site pode mostrar informações erradas ou até travar. É como se o servidor e o navegador falassem idiomas diferentes e precisassem de um tradutor no meio. Isso exige mais código, mais testes e mais atenção.
Custos operacionais mais altos
Os custos do SSR acabam sendo maiores. É preciso ter uma infraestrutura robusta para gerar páginas em tempo real e lidar com o tráfego constante. Além disso, o servidor fica mais ocupado, o que pode aumentar o consumo de energia e de recursos de hospedagem.
Então mesmo que o SSR melhore a performance para o usuário, ele pode sair mais caro. E às vezes essa diferença de custo não compensa o benefício.
SSR em diferentes frameworks e tecnologias
Vários frameworks modernos suportam SSR, permitindo aos desenvolvedores escolher a melhor tecnologia para suas necessidades.
SSR com React

React é uma biblioteca JavaScript popular para construir interfaces de usuário. O Next.js é um framework baseado em React que facilita a implementação de SSR. Com Next.js, os desenvolvedores podem criar páginas renderizadas no servidor com roteamento dinâmico e estático, melhorando a performance e SEO das aplicações React.
SSR com Angular
Angular é um framework de desenvolvimento front-end robusto. O Angular Universal é uma solução para adicionar SSR a aplicações Angular. Ele permite que as aplicações Angular sejam renderizadas no servidor, melhorando o tempo de carregamento inicial e a indexação pelos motores de busca.
SSR com Vue.js
Vue.js é um framework JavaScript progressivo para construir interfaces de usuário. O Nuxt.js é um framework baseado em Vue.js que simplifica a implementação de SSR. Com Nuxt.js, os desenvolvedores podem criar aplicações Vue.js renderizadas no servidor de maneira eficiente, aproveitando as vantagens de performance e SEO.
SSR em frameworks back-end
Além dos frameworks front-end, SSR também pode ser implementado em frameworks back-end como Express.js (Node.js), Django (Python) e Ruby on Rails. Esses frameworks permitem a geração de HTML no servidor antes de enviar para o cliente, melhorando a performance e a experiência do usuário.
Dificuldade em usar CDNs de forma eficiente
Outro ponto que muita gente esquece é que o SSR torna o uso de CDNs (redes de distribuição de conteúdo) mais limitado.
Como as páginas são geradas de forma dinâmica, não dá para aproveitar tanto o cache das CDNs. Isso significa que o conteúdo precisa ser criado de novo a cada acesso, em vez de ser entregue de um ponto mais próximo do usuário.
Com isso, o tempo de resposta pode aumentar em algumas regiões. É o oposto do que acontece com sites estáticos, que conseguem distribuir o conteúdo com muito mais eficiência pelo mundo.
Descubra quando usar o SSR
Apesar das desvantagens, o SSR ainda é muito útil em algumas situações. Ele é ideal para sites que precisam aparecer bem nos mecanismos de busca, como portais de notícias, blogs e e-commerces. Isso porque o Google consegue ler melhor o conteúdo quando ele já vem pronto do servidor.
Também vale a pena usar SSR quando o objetivo é oferecer uma boa experiência inicial, com carregamento rápido e visual completo logo de cara. Mas, se o site tem muitas interações em tempo real ou exige grande escala, talvez outra forma de renderização funcione melhor.
Saiba quais são os outros formatos de renderização
Para renderizar seu site, não é só o SSR que é possível. Outros incluem o CSR (Client-Side Rendering) e o SSG (Static Site Generation). Cada uma tem seu jeito de funcionar e pode ser mais vantajosa dependendo do tipo de projeto.
CSR (Client-Side Rendering)
No CSR, quem faz o trabalho é o navegador do usuário. Quando alguém acessa o site, o servidor tem apenas uma estrutura básica de HTML e os arquivos de JavaScript. O navegador monta tudo localmente.
A vantagem é que o servidor fica mais leve e o site pode ser muito dinâmico. Por outro lado, o tempo inicial de carregamento é maior, e o conteúdo pode demorar um pouco para aparecer, o que afeta o SEO. É uma boa opção para aplicativos web com muitas interações, como redes sociais.
SSG (Static Site Generation)
A principal vantagem do SSG é o desempenho. As páginas carregam quase instantaneamente. Mas ele não é ideal para sites que mudam o tempo todo, já que seria preciso reconstruir o conteúdo com frequência. É perfeito para blogs, portfólios ou sites institucionais.

Conclusão
O SSR é uma técnica poderosa para melhorar a performance e SEO de aplicações web. Renderizando páginas no servidor antes de enviá-las ao cliente, o SSR proporciona tempos de carregamento mais rápidos e uma experiência de usuário aprimorada. Com suporte em diversos frameworks de front-end e back-end, implementar SSR pode ser uma excelente escolha para desenvolvedores que buscam otimizar suas aplicações web.

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